dezembro 24

Marisa Monte “Não é proibido” estaria mencionando “balas” com outro sentido!? Tire suas conclusões sublimares..ouuuu só de risada mesmo..

24 orações

Antes de começar a ler o textículo a seguir quero deixar claro que não fui eu que escrevi, foi uma obra visionária do blog TRETA, tal post escrito por Ivo Neuman, certo? Então leia com atenção…você jamais escutará esse hit da mesma maneira..


Se a cantora brasileira Marisa Monte fosse algo como uma “Marisa Quebra-Barraco” e cantasse músicas (ainda) mais apropriadas para o contexto intelectual das classes populares, certamente haveria um sem número de versões alternativas de suas músicas (o chamado “Proibidão”), trascrevendo o real sentido de seus versos de uma forma mais direta e espontânea. Ocorre que há alguns anos venho acompanhando a carreira e o acervo da diva da MPB (com fins meramente horizontais) e seu último lançamento, o badalado single“Não É Proibido” (ouça a música completa no MP3 Tube ou vá até o final do post que tem o clipe (vídeo da direita)) confirma uma inacreditável teoria sobre o caráter subversivo das mensagens de Marisa e aponta indícios mais que suficientes para classificar a cantora como a maior propagadora de mensagens subliminares - literalmente – cifradas em suas canções.      

Vejamos:

“Jujuba, bananada, pipoca,  Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate. (Uuuuh!)

Paçoca, mariola, quindim, 
Frumelo, doce de abóbora com coco,  Bala juquinha, algodão doce e manjar. (Uuuuh!)

Venha pra cá, venha comigo!  A hora é pra já, não é proibido!  Vou te contar: tá divertido!
Pode chegar! (Uuuuh!)”

Logo nestes primeiros versos obervamos a perversão de Marisa sublimada na repetição de nomes conhecidos de balas e doces, um tradicional eufemismo para designar algumas variações de drogas sintéticas, como o ecstasy e o ácido lisérgico (LSD), muito consumidas em baladas eletrônicas – que sempre estiveram muito próximas do universo da diva através de remixes e versões autorizadas em drum’n’bass de suas músicas. A terceira estrofe é um pouco mais enfática, configurando o explícito convite da cantora para que as pessoas adentrem este universo supostamente abundante em glicose, culminando com a expressão “não é proibido!” (que dá nome à música) transcrevendo todo o caráter transgressor de seu discurso.    

Continuando:

“Vai ser nesse fim de semana
  Manda um e-mail para a Joana vir (Uuuuh!)
  Não precisa bancar o bacana  Fala para o Peixoto chegar aí! (Uuuuh!)”

O primeiro verso da estrofe acima denota o aspecto temporal da conclamação contida na música, deixando bem claro a idéia de carpe diem (em tradução livre: “aproveite o agora”) existente em toda a obra. Em seguida, Marisa nos entrega a prova cabal de que esta nossa análise minuciosa e capisciosa de sua música não se trata de delírio ou exagero por parte dos autores. É sabido que no submundo dos usuários de substâncias entorpecentes as tribos de jovens urbanos se valem de um eficiente e prosopopeico código de comunicação interna, chamando seus tóxicos preferidos pelo nome de pessoas. Alguém duvida que a convidada mencionada no segundo verso da estrofe acima seria ninguém menos que a universalmente conhecida “Maria Joana” (Marijuana! hãn hãn)? 

CONTINUE LENDO…

Por fim:

“Traz todo mundo, tá liberado, é só chegar 
Traz toda a gente, tá convidado, é pra dançar 
Toda tristeza deixa lá fora, chega pra cá! (Uuuuh!)”

A música finaliza seu discurso libertário conclamando os interessados a ainda trazerem seus amigos para também participarem da orgia, deixando a tristeza e os problemas do lado de fora da festa, afinal de contas, “tá liberado”. Chegamos ao final do estudo da mensagem contda na letra da música “Não É Proibido” concluindo tratar-se de uma canção de forte apelo popular que vislumbra, no mínimo, brincar com as possibilidades comucacionais de uma música introduzida diretamente no mainstream, vejam vocês, pelas grandes corporações.

É óbvio que para uma singela parte dos ouvidos que atinge, a música de Marisa Monte diz claramente o que pretende dizer. Mas ocorre que, assim como boa parte dos leitores do TRETA (sim, eu dosse que esse texto não era do Não Salvo) que passam batidos sem entender metade das nossas piadas, uma fatia significativa do público de Marisa entoa seus refrões e se sacode com arranjos que na verdade ocultam a mais autêntica propaganda subliminar de um lifestyle completamente avesso à legislação pátria.

Logo na terceira faixa de seu disco de estréia, “MM”, lançado pela gravadora EMI em 1989, Marisa canta a música “Chocolate” de Tim Maia, deixando bem claras as metáforas contidas nos versos do polêmico cantor. E pra quem duvida de tudo isso que eu escrevi acima, me dei ao trabalho de subir um trecho desta “ode ao verde” para tornar ainda mais acessível e evidenciada a mensagem mais contundente de toda a obra de Marisa Monte (vídeo da esquerda) Na direita o vídeo da música “Não é proibido” assunto do post. Escute, agora com a atenção redobrada..

vi enquanto peregrinava no Treta, e adicionei alguns poucos elementos


Veja também ou 'tááá amarrado'!


24 orações até agoraMe guie até o caminho

  1. Só não foi mais discreto que “Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”
    Era bonito de se ver as criancinhas cantando isso em uníssono (6)

  2. De fato é verdadeiro, 90% dos cantores(as) são envolvidos com o submundo das drogas e prostituição.

    Expressam em suas musicas letras dúbias.

  3. Eu fiquei chocado! Mas confesso que acredito sim, na verdade existem várias músicas brasileiras que se observadas calmamente tem algo a ver com drogas, sexo e vida bandida, rsrs…

    Marisa!
    Isso aê!
    Vamos chamar a Joana e comprar umas balinhas pq não é proíbido!!

  4. Pois é!!
    Engraçado…quando ouvi a música pela primeira vez, no carro, mal prestando atenção à letra, no trecho em que ela canta “Manda um e-mail para a Joana vir.”, eu logo associei à Marijuana… o.O E não, não sou usuário da dita cuja.
    Não duvido desse duplo-sentido. Afinal, faz muito mais sentido do que uma “ode aos doces”.

  5. Concordo com a opinião do Mickey. Além disso, faltou o J.C. mencionar que “mariola” também é uma gíria para aquele velho cigarrinho do capeta..

  6. Adoro essa música. E qual é o problema se o sentido for esse mesmo?

    Aff… Vocês não tem mais nada de bom pra fazer?

  7. putz, q babaca essa analise cara, mto idiota. Nem ligaria se fosse mas vc viajo demais cara, n tem nada a parada da orgia. Ja penso q pode ser so uma festa mesmo o imbecil?
    dexa de se metido a alguem intelectual. Vc n tem criterio, sai botando outro sentido em tudo.
    Vai la o espertao, sabe de tudo ne?!
    okokokok

  8. “(sim, eu dosse que esse texto não era do Não Salvo)”
    “dosse” pode ser lido como “doce”, levando em consideração o assunto do post: até tu J.C.?!

  9. A música do chocolate nunca me enganou. Gostei dessa análise. Lembrei de uma outra q um amigo meu uma vez tbm relacionou com drogas, n lembro o nome…mas tem um trecho q é assim: ” se vc n passa no morro, eu quase morro, eu quase morro”

    Diz meu amigo q a música se referia a um usuário esperando pelo “amigo” q passa o “produto”.

  10. Não sei quem é o Zé Prego que pensa que uma cantora com a bagagem farmacêutica de Marisa Monte sairia por aí cantando uma música sobre doces e sem contexto algum que justifique esse tesão glicêmico.

  11. Nossa que povo BURRO e ignorante! Só podia ser crente mesmo, o povo mais cabeça fechada, alienado e esquizofrênico que existe. Tudo é mal exceto eles…meu Pai. Quanta ignorância! O mal está na cabeça de quem o vê!

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